
«O Amor é a experiência mais estupidificante à face da Terra.
Deixa-nos a sonhar, quando afinal nos quer é matar.
O Amor não passa de um reflexo dos nossos desejos
projectados num outro alguém,
para no final resultar em nada.
O Amor devia ser proibido, punido, banido
ou então tributado à mais alta taxa possível.
Devia passar recibo, entrar e sair pelo ouvido,
ao menos não se ouviria tão mal.
O Amor, quando existe, é unilateral e triste.
O Amor é perverso, nem sequer rima em verso.
O Amor é traição, é desespero, é ilusão,
Gera complexos de inferioridade e halucinação.
O Amor devia explodir e desaparecer de vez da face da terra.
Ou implodir e transformar-se em vácuo.
O Amor é um vazio de Alma disfarçado de emoção.
O Amor é ladrão, gerador de mentira e confusão.
O Amor é indecente, está ausente e faz-se presente.
O Amor é como um bom vinho, atordoa-nos
e no final fica uma garrafa vazia.
O amor é mentiroso,
faz-nos crer que nos ama,
sabe manter a chama,
mas inflama-se no final.
O Amor não corre para o Mar.
O Amor jaz a secar em terra.
Nem nos rios desagúa,
nem se evapora para o Céu.
O Amor é Réu no Tribunal da Vida.»
Poema «A desinvenção do Amor», de Pirate Girl
(não se preocupem, que isto ainda hoje passa)

1 comentário:
E as cartas de amor são todas ridículas!... Mas pelo menos o amor serve para o reactivar deste blog, que se temia extinto! Avance a bandeira das tíbias e das caveiras e uma garrafa de rum!
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